Por Davidson Rocha de Oliveira
Preocupo-me com temas, conceitos, estudos, pesquisas que devem respeitar a integralidade de uma definição ou análise contextual, e que sistematicamente dividido são corrompidos por interpretações diversas. Liberdade, com certeza constitui este acervo que tem sido sistematizado e infelizmente mal compreendido pelas livres interpretações de pessoas, grupos sociais ou até mesmo estudiosos.
O relativismo, a abstração, o individualismo (egoísta), são literalmente combatidas por uma simples análise em que a liberdade se torna bem definida, concreta e comunitária filosoficamente e racionalmente aplicada. Ela caracteriza a ordem, justiça, a VERDADE, e desenha uma relação “livre” dos seres.
Através da liberdade é atribuída a auto-afirmação da existência e do ego humano valores, direitos e deveres que não o isentam da responsabilidade de estar em sua posição correta (Tsédek). Estar submisso a liberdade (ser livre), significa estar sujeito a justiça da liberdade, ou melhor a Lei da liberdade. Como descrito anteriormente, a racionalidade de ser livre aplica-se sobre a capacidade de julgar ações que devem ser justas. Contraditório ao pensamento contemporâneo, principalmente entre adolescentes e jovens, que práticas irresponsáveis, relativas ou mal pensadas apresentam a minha liberdade. TORRES, Orlando diz que: “A liberdade acaba onde sabemos que devemos obedecer”. Fator determinante para conhecimento do ser livre, não são práticas desordenadas e egocêntricas, mas sim a confrontação em juízo racional de leis, mandamentos, estatutos e ordenanças que as definem como apropriadamente JUSTAS.
Tiago 1:25 “Aquele, porém, que atenta bem para a LEI PERFEITA DA LIBERDADE, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito”.
Finalmente chegamos ao ponto mais importante. Para livres precisamos estar sujeitos a liberdade. Talvez façamos a seguinte afirmação: Não há possibilidade alguma que a razão de homens julgue todas as ações entre justas e injustas, determinando os que são livres. Concordo plenametente. Afinal, dia após dia, o ser humano, tem a predisposição para corromper seu caráter (que se diz livre, ou justo) e seu coração julgando situações conforme interesses próprios (Jeremias 17: 9 “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?).Mas Tiago descreve a LEI PERFEITA DA LIBERDADE. WASHER, Paul aconselha: “Deixe toda a esperança que você tem em você mesmo”. Não há sobre o ser humano nenhuma capacidade ou habilidade para que estabeleça condições perfeitas de juízo para estabelecimento da liberdade. Quando LEMOS, PESQUISAMOS E ESTUDAMOS as SAGRADAS ESCRITURAS temos diante de nós a PERSONIFICAÇÃO da LEI PERFEITA DA LIBERDADE, chamado O Verbo do Eterno. Através de esclarecimentos e ferramentas filosóficas chegamos a conclusão que a LIBERDADE REGIDA POR LEIS JULGAM PARA JUSTIÇA E ESTABELECE LIVRES, é a PALAVRA, o VERBO, a LIBERDADE.
Enquanto homens, não podemos estabelecer ou auto-afirmar nossa existência senão pela LIBERDADE. Segundo MIGUEL, Igor “...o que está entre o sujeito e o predicado: O VERBO. O que carrega o predicado (ser) ao sujeito é O VERBO”(descrição particular). O que nos faz ser livres é O VERBO, VERBO este que reafirma a nossa existência dele mesmo: a LIBERDADE. A LEI PERFEITA DA LIBERDADE é descrita por PALAVRA, a PALAVRA, constitui o VERBO, o VERBO gera o SER LIVRE (LIBERDADE).
A filosofia através de Satres e Schopenhauer, conceitualmente confirma a idéia de que a LIBERDADE é a única maneira de SER, EXISTIR. Se não mediante a LIBERDADE (a Lei Perfeita, o Verbo, a Palavra) temos sérios problemas quanto à afirmação de nossa existência e do que realmente somos... livres? Ou escravos?...
