quarta-feira, 14 de março de 2012

Paternidade

Por Davidson Rocha de Oliveira

Nos últimos dias, notícias muito importantes entre o vinculo de amizade têm me deixado muito feliz. Amigos, colegas e conhecidos tem se tornado PAIS.  Motivo de alegria indescritível a todos os agraciados pela “herança do Senhor” (Salmos 127:3 “Eis que os filhos são a herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão”). Sinto-me muito a vontade em dizer que tenho certeza da capacidade de muitos e provavelmente teremos futuros pensadores, líderes, homens e mulheres que constituirão uma família de valores e princípios morais.
Contudo, mesmo não sendo, gostaria de tomar a liberdade de refletir um pouco sobre este papel social e familiar: SER PAI. Destacando que não estou querendo ser machista sobre o papel de pai (homem) e sim da constituição de “pais” (homem e mulher – pai e mãe).
A cada momento, a cada notícia, em cada esquina, torna-se visível a dura realidade que ronda as famílias. Pais que se quer têm noção ou senso de disciplina para ensinar, o péssimo hábito de lecionar somente com PALAVRAS e não com ATOS, o completo desrespeito dos filhos para com a autoridade dos pais, a mídia que contribui incisivamente ao ensino da mentira, rebeldia e autonomia infanto-juvenil, os péssimos hábitos de barganha financeira (presentes) em troca de OBRIGAÇÕES (estudos, obediência, bom comportamento e etc), o total e completo abandono de pais justificado pela disponibilidade de lazer junto à amigos (adulto), a irresponsabilidade no acompanhamento de círculos de amizade e hábitos marginais que são ofertados em todas as redes de comunicação, a futilidade em comparações de filhos resultando em paralelos de qual é “domesticável”, a ausência física explicável pela capacidade financeira de conceder presentes, a negação do vinculo paterno/materno transferindo a responsabilidade de educação a outros ente de grau PARENTESCO ou líderes sociais (filhos criados por tios, tias e avós, professores, padres, pastores, mestres e etc).
Enfim, são tantas as ameaças, tantos os erros, tantas circunstâncias quase que irremediáveis que a sociedade vivencia que gostaria de perguntar: Como podemos ser tão loucos (sinônimo de irresponsável – fonte: priberam on line) ao ponto de não preocupar com a constituição e estrutura de nossas famílias (pais e filhos)?
Crianças, adolescentes e jovens que graças a D’us ainda podem decidir por sua sexualidade (justa - Tsedek), através da instrução dos pais (aos que ainda são conscientes), sofrem com a maldita influência da mídia e seu preconceito distorcido que tenta conduzí-los a mesma alienação onde todos têm de aceitar a tudo/todos, sem o direito de questionar ou criticar DEMOCRATICAMENTE opiniões ou situações. Programas que durante horas e horas elevam índices de audiência custeados pelo marketing da desorganização, indisciplina, violência, fracasso, mesquinharia, maus tratos, escândalos e todo tipo de ações imorais. E assim, na ausência dos PAIS (ou que se dizem “pais”) a internet através da pedofilia, prostituição, terrorismo faz destes, reais vítimas do excesso de expediente, ganância de posses e ausência de atenção. Seriam inúmeros os problemas e dificuldades a ser descritos. Incontáveis ameaças a justiça e moralidade que são distorcidos todos os dias pelo egoísmo e interesse pecaminoso do homem.
 Mas o objetivo não se encontra nisso...
Deuteronômio capítulo 6 temos a seguinte descrição:
Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR vosso Deus para ensinar-vos, para que os cumprísseis na terra a que passais a possuir; Para que temas ao SENHOR teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados. Ouve, pois, ó Israel, e atenta em os guardares, para que bem te suceda, e muito te multipliques, como te disse o SENHOR Deus de teus pais, na terra que mana leite e mel. Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas. Quando, pois, o SENHOR teu Deus te introduzir na terra que jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, que te daria, com grandes e boas cidades, que tu não edificaste, E casas cheias de todo o bem, que tu não encheste, e poços cavados, que tu não cavaste, vinhas e olivais, que tu não plantaste, e comeres, e te fartares, Guarda-te, que não te esqueças do SENHOR, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão. O SENHOR teu Deus temerás e a ele servirás, e pelo seu nome jurarás. Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós; Porque o SENHOR teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti, para que a ira do SENHOR teu Deus se não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra. Não tentareis o SENHOR vosso Deus, como o tentastes em Massá; Diligentemente guardareis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, como também os seus testemunhos, e seus estatutos, que te tem mandado. E farás o que é reto e bom aos olhos do SENHOR, para que bem te suceda, e entres, e possuas a boa terra, a qual o SENHOR jurou dar a teus pais. Para que lance fora a todos os teus inimigos de diante de ti, como o SENHOR tem falado. Quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que significam os testemunhos, e estatutos e juízos que o SENHOR nosso Deus vos ordenou? Então dirás a teu filho: Éramos servos de Faraó no Egito; porém o SENHOR, com mão forte, nos tirou do Egito; E o SENHOR, aos nossos olhos, fez sinais e maravilhas, grandes e terríveis, contra o Egito, contra Faraó e toda sua casa; E dali nos tirou, para nos levar, e nos dar a terra que jurara a nossos pais. E o SENHOR nos ordenou que cumpríssemos todos estes estatutos, que temêssemos ao SENHOR nosso Deus, para o nosso perpétuo bem, para nos guardar em vida, como no dia de hoje. E será para nós justiça, quando tivermos cuidado de cumprir todos estes mandamentos perante o SENHOR nosso Deus, como nos tem ordenado.
Já é comprovado em estudos de psicologia que o atual pensamento de fraternidade familiar baseados num papel de autoridade (não confundamos autoridade com autoritarismo) limitado a condicional única de AMIZADE, e não liderança corretora, É INVIÁVEL E FALHA (FRACASSO). Os resultados expostos pelas últimas gerações: índices de problemas (já citados) sociais multiplicam exponencialmente graças ao sexo, drogas e rock in roll incontrolável. Nos últimos meses, políticos brasileiros interferiram diretamente nesta discussão com projeto que proíbe a correção dos pais aos filhos fisicamente. Hebreus capítulo 12:11 ” E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela”; toda atitude de violência e agressão indiscriminada deve ser combatida com rigor, contudo a instrução (todos já passamos por esta fase e devemos reconhecer que foi necessário) através da vara e correção consciente gera moralidade e caráter.
Um grande aspecto a ser questionado a esta altura denomina-se como ensino. Este, (instrução) irá fundamentar o futuro da geração. Através de raízes históricas, que caracterizam pilares de ética e moral, correções conscientes e determinadas através do testemunho exemplar e a formação psicológica através do estudo e desenvolvimento literário pedagógico em todas as dimensões da ciência.
Entretanto, como podemos falar de toda esta integralidade, nos referindo a uma sociedade viciada em tetas de propagandas depravadas, em que homens (com pouquíssimas excessões) sequer têm conhecimento de literatura/conhecimento, onde a cultura deixou de ser embasada em raízes históricas éticas, para movimentos sociais com base em alcolismo, prostituição, libertinagem e concepções subjetivas de poucos controladores de opiniões em massa.
Homens que estão preocupados em sua satisfação imediática, mulheres condenadas à busca desenfreada pelo requinte e exteriotipo perfeito (sem receber qualquer reconhecimento do valor feminino) e a geração vindoura que sem opinião ou instrução devida deseja conquistas e resultados sem o mínimo esforço.
É impossível ensinar, dar ao próximo aquilo que não se tem. É impossível instruir quando não se tem conteúdo. Pais que infelizmente passam aos filhos somente a tradição pelos quais foram influenciados, sem análise crítica alguma das próprias atitudes, sequer uma reflexão para construir opinião dentro do próprio lar. Famílias que estão sucubindo diante do influxo externo. Enquanto passa a oportunidade de construir um grande lar instrutivo com formação de personalidade e identidade aprimorada.
Ao contrário dos tempos antigos, a PROIBIÇÃO se tornou muito mais cômoda e apropriada, substituindo a INSTRUÇÃO e o aconselhamento. Por que utilizar tempo, assentando ao lado do filho(a) ensinando, ouvindo, sendo questionado e apresentando argumentos racionais, práticos e embasados filosoficamente/ideologicamente? É rápido e fácil simplesmente dizer: Está errado!, Porque sim!, Te proíbo!, Sou eu quem mando! A ignorância nos consome, o comodismo com a falta de conhecimento corroe, o silêncio em prol da justiça condena aos remanescentes que a buscam.
Pais... filhos... família... Mateus capítulo 10:21 “E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão”. Triste saber desta dura realidade, que vivemos, tempo em que a iniquidade (Grego Anomia – ausência de lei, ordem, regras, estado de caos)se multiplica de tal maneira que os valores éticos e morais se extinguem, os olhos das autoridades são vendidos a própria vaidade e interesses gananciosos, os lares são inflamados pelo caos e a transgressão que conduz a plena destruição. Divorcios liberados em vinte e quatro horas e junto da separação do casal, a destruição de sonhos e laços que geraram aos filhos.
As palavras que realmente deveriam ser ensinadas, Vida, Caminho, Verdade, Jusitiça, Disciplina, Ordem, Sabedoria, Felicidade, Paz (Yeshua Hamashiach, o filho de D’us). Estas, que deveriam acompanhar em todo o tempo e toda a humanidade para construção de uma cidadania na relação entre os seres. Provérbios capítulo 13:24 “O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga”. Toda correção (consciente e racional) contribui para o aperfeiçoamento do corrigido, traz a capacidade de discernimento entre as práticas e palavras regidas pela moralidade e ética social. Determina e controla a hierarquia de autoridade, posicionanado a cada um no devido lugar e papel (justiça). Maior respeito ao amor através de palavras, é a capacidade de admoestar para o futuro em âmbito social.
Deuses, deuses e mais deuses... quantas vezes as famílias modernas tem cultivado tantos ídolos dentro da própria casa: ídolos da prostituição, ídolos da falta de perdão, ídolo da barganha e falsidade, ídolo da rebeldia e desobediência, ídolo da falta de compaixão, ídolo da discórdia e opressão, ídolo do desprezo, ídolo da vaidade, ídolo do egoísmo; enfim, as escolhas, os deuses, os altares de culto pagão são os mais diversos a serem escolhidos e direcionando a devassidão dos lares.
“E o Senhor nos ordenou que cumprissimos...” . Não importa em que você e eu cremos. Existem princípios que são inegociáveis. E no que diz respeito a paternidade, moral e ética familiar, não há nada que desabone a beleza da descrição bíblica que instrui as famílias em seus hábitos, condutas e filosofias tangenciando sempre a justiça, ordem, alegria e amor. O cumprimento dos mandamentos e estatutos, em nada são pesados, senão no aperfeiçoamento de cada um de nós como pais e filhos melhores. Mandamentos e estatutos que são pesados aos que desejam dia após dia a desordem, a autonomia e não reconhecem a incapacidade humana de mudar a si mesmo.
Só há uma oportunidade de reconhecermos a D’us, e finalmente crermos n’Ele: Quando nos RELACIONAMOS com Ele. Maior do que os homens, ele é a essência da paternidade. Pai tão justo, tão sincero, tão puro e que nos ama tanto que nos capacitou a fazer esta reflexão e um grande convite, tendo anteriormente sacrificado a si por cada uma de nossas famílias (e membros):
Constitua sobre seu lar uma FAMÍLIA, família de princípios, valores e identidade. Sujeite esta identidade familiar à hábitos e ideais como Ele nos ensinou e descreveu, passando de pais para filhos e de filhos aos netos, geração após geração. Confronte o orgulho, e entregue-se a justiça e provisão d’Este que é o Eterno, E ao final questione, compare, racionalize junto a Ele...
É esta a família dos sonhos?
Á sua e a minha família, devemos realizar uma grande escolha: Ou mudamos em prol da justiça e separação ideológica (libertinagem) moderna, ou todos nós seremos consumidos pelos nossos dias. “Uma sociedade sem regras, valores, disciplina, ordem e justiça se auto-destrói”.
Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai”. Romanos 8:15
E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade”, Efésios 1:5

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