quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Um grito no silêncio

Por Davidson Rocha Oliveira

Hoje aprendi, contudo não posso falar
Olhos lançados a frente e as lágrimas não param de jorrar
A covardia que resplandece em muitos, e a inocência que se tornou rara
A morte de alguns, uni-se ao comodismo e frieza de todos.

Uma Voz clama do deserto, porém a Ela não querem ouvir
O Céu então derrama Sua justiça, a Sua vontade é então debatida
Corações humanos por mais se enrijece
E a criatura ao seu Criador não o reconhece.

A estes, dizem ser donos da própria vida,
Mas a sua geração, nem ao menos um legado ensina
Em meio ao muito falar, navega em um mar de palavras e justificativas
Mergulha agora a iniqüidade, que tenta estabelecer sua miserável soberania

Alguns, uma nova espécie? Dizem deste mundo não ser
Hesita querendo ensinar, mas vida não se pode ver
Carros, casas, mamom não deixam de apregoar
Em contra partida, a Verdade,a cruz e a renuncia têm-se problemas ao confrontar

Aos gritos a multidão quer “libertar” uma nova espécie (dizem opção) o homo,
E no sussurrar das intenções engatilha-se a “...dofilia”
Assim, enganados por sua irresponsável autonomia
Crescem diante da ignorância argumentativa.

Os mais novos; em seus olhos vejo lágrimas cair
Porque em seu íntimo, uma cadeia pela qual não podem fujir
Muitos ídolos, a sua vitalidade estão à sugar
E a esperança iconoclasta parece nunca se manifestar.

Os mais velhos protagonizam o terror moderno,
Que a ciência há anos arrazoando, tenta explicar
Contudo a realidade tão longínqua parece ser
Porque o alto-volume do plim-plim a eles ensurdeceu

Mas se assim, o que fazer?
Tenho lábios impuros e habito junto a um povo de impuros lábios
Em um mundo escuro, o grito de vida se calou
Pecados sobre pecados, o coração e o sangue sem leis esfriou.

Mas a remanescentes, que antes era sangue suga criatura
Como uma luz Sua Graça se fez brilhar,
Uma fé criativa, que por um Cetro de Justiça,
Branco e reto veremos a todos julgar.

No silêncio sombrio, O Fogo, Uma Chama está novamente a arder
Paz, gozo e justiça, um novo Reino a estabelecer
Em toda a terra geme uma expectativa
Que finalmente o caos se pros te ante ao Verbo (Sabedoria)

AH! Será este o consolo?
Pode ser, aos que são filhos, a estes sim, mas a criados irá muito doer
Resta a todos uma grande pergunta do “ser”
A Ti com toda a vida me arrepender ou sobre máscaras da morte eterna logo me render.